Tiene los ojos de cualquier color
y me hace acordar al amor
a las tardes de hojas de otoño
a los trenes con ruido
a la gente buena.
Tiene un mate de yerba
que se sienta en la vereda
y un sauce que abriga pájaros
horizonte en ciudad pequeña
con siestas con cara de abuelas.
Tiene un pedazo mío
que llamo de cuerpo y alma.
Tiene la lucha
y tiene la calma.
Es una marca de suelo
de esas
que nunca se acaban.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
sábado, 16 de outubro de 2010
RAIZ
A veces me invade un olor
a Montevideo
como si estuviera guardado
en mis bodegas.
Como si hiciera parte de las células
calladas
y escondidas
de mi cerebro.
Entonces camino
por mis rincones,
enciendo estufas
escucho el mar.
Me invaden trenes
y un cielo azul casi pastel
de esos que nadie
puede pintar.
Es como un suelo
indescriptible
suelo
que entero se lleva
dentro de uno
casi raíz
o yugular.
a Montevideo
como si estuviera guardado
en mis bodegas.
Como si hiciera parte de las células
calladas
y escondidas
de mi cerebro.
Entonces camino
por mis rincones,
enciendo estufas
escucho el mar.
Me invaden trenes
y un cielo azul casi pastel
de esos que nadie
puede pintar.
Es como un suelo
indescriptible
suelo
que entero se lleva
dentro de uno
casi raíz
o yugular.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
METÁLICOS
Los autos pasean
más que yo
y los metales fríos
incrustados en objetos
dicen que son inmutables
mucho más que nosotros.
Tenemos carne y huesos
y nos parece que mandamos
(y en algo si mandamos)
en metales fríos :
los ponemos donde queremos
y aún tal vez
los saquemos
Los autos abrazan las calles
más que los brazos míos
pero igual los dejaré que vayan
mientras estoy con prisa.
Pues cuando esté despacio
y aproveche el sol de domingo
(o –quién sabe- un miércoles)
pararé del todo en la vereda
y volaré con el pensamiento.
Y entonces le diré a los metales
que todo el frío es relativo.
Cristina
más que yo
y los metales fríos
incrustados en objetos
dicen que son inmutables
mucho más que nosotros.
Tenemos carne y huesos
y nos parece que mandamos
(y en algo si mandamos)
en metales fríos :
los ponemos donde queremos
y aún tal vez
los saquemos
Los autos abrazan las calles
más que los brazos míos
pero igual los dejaré que vayan
mientras estoy con prisa.
Pues cuando esté despacio
y aproveche el sol de domingo
(o –quién sabe- un miércoles)
pararé del todo en la vereda
y volaré con el pensamiento.
Y entonces le diré a los metales
que todo el frío es relativo.
Cristina
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Saramago : foste embora mesmo?
José de Sousa Saramago (1922 - 2010)
escritor português Nobel da Literatura em 1988.
Escreveu, entre outros, "Ensaio sobre a Cegueira", que virou filme (único que ele permitiu, e foi ao cineasta brasileiro Fernando Mirelles)
"Somos todos escritores, uns escrevem, outros não".
"Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar".
José Saramago
domingo, 13 de junho de 2010
Caminhos
Há caminhos banais e toscos como muros.
Não muros grafitados
mas limpos,
lisos como azulejos
sem diferenciais.
Por não querê-los
escalo viadutos nas cidades cheias
nas luas perdidas
nas partes de mim.
Atropelo pombas
em quintais vazios
e volto às ruas
com o peito chiando
em dor
por não ter nada.
Por não conseguir assimilar
o código do outro como solicitado
para dar forma à paixão
e domesticá-la
e guardá-la em vidros
para hibernação.
Dói a dor
de não ser explicito
não por não ser
mas por ter que fingir
tantas e tantas vezes
para poder cruzar
entre os robôs que mordem.
Por isso é que às vezes
saio como tantos
e os encontro soltos
e há encontros cantos
fáceis e dormidos
feito luas novas...
É por isso mesmo
-sei que sou mais uma-
e é que somos tantos
mas tão sós
e mudos...
cristina
Não muros grafitados
mas limpos,
lisos como azulejos
sem diferenciais.
Por não querê-los
escalo viadutos nas cidades cheias
nas luas perdidas
nas partes de mim.
Atropelo pombas
em quintais vazios
e volto às ruas
com o peito chiando
em dor
por não ter nada.
Por não conseguir assimilar
o código do outro como solicitado
para dar forma à paixão
e domesticá-la
e guardá-la em vidros
para hibernação.
Dói a dor
de não ser explicito
não por não ser
mas por ter que fingir
tantas e tantas vezes
para poder cruzar
entre os robôs que mordem.
Por isso é que às vezes
saio como tantos
e os encontro soltos
e há encontros cantos
fáceis e dormidos
feito luas novas...
É por isso mesmo
-sei que sou mais uma-
e é que somos tantos
mas tão sós
e mudos...
cristina
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Todo Mundo Não
Não leio todo mundo
nem procuro ser gentil
no que tange à arte dos outros.
Os pedaços que de mim saem
tão solitários e escancarados
necessitados, quase sufocados
por arrancar alguma vida
do que teima em se recolher...
tão ingenuamente expostos
a si mesmos
tentando ter cara de arte
e arrastando todas as pontas
e extremidades
não lixadas pelo mundo...
Esses pedaços são muito hostis.
Assim tornam-se expressão
denunciante
do que por dentro arde
corrói
desfruta
e atiram suas palavras nos outros
para sobreviver...
Minhas partes pouco amenas
como águias esfomeadas vem à Terra
roubam olhares
saltam buracos em cercas
invadem reuniões
e ainda bem; me resgatam
como rede no oceano que pesca tudo
e volta se despejar no mar.
E assim
sobrevivo.
E quando gosto
é porque alguém (provavelmente sombrio)
me surpreendeu como um vinho
me desatou sem tesouras
me desnudou
sem tocar.
E como tantos e tantas
a minha parte mais viva;
então
resolveu
retrucar...
sábado, 5 de junho de 2010
Ele mexeu nela...
Essa história de se maltratar faz parte de algumas muitas mulheres por ancestralidade : já pensei que poderia ser uma tendência à maneira como resolve-se a sexualidade na infância; o mistério que nasce da repressão das avós, das mães mal resolvidas ou ausentes às convergências femininas entre elas e as filhas. Não importa agora, vamos continuar a rever o percurso da moça com esse amor unilateral, virtual e portador de deficiência.
As correspondências tinham um ar de loucura desvairada em paixão acalentada por algum tempo no anonimato : ele a conheceria pela literatura dela (de qualidade até duvidosa porém exaustiva e presente na internet) e ela não sabia quem ele era. Até que os dois encontraram-se virtualmente e ela ... sozinha na vida saindo de um amor por opção (desses amores mágicos que tornaram-se cansativos, repetitivos, cheios de fatores seguros que matam qualquer paixão) então, ela... jogou a chave da porta ao estranho para que ele entrasse, invadisse, usasse seu quarto interior como quisesse e assim a domasse como a uma fera que solta queria correr pelo mato.
Entendamos: este quarto não passou do mundo virtual.
Ele comparecia com sinais de horários quase estabelecidos, ela também. Comiam-se mentalmente e talvez, em horas de intimidade as coisas assumiam rumos conhecidos de todos nós. As camas, as paredes, os lençóis: todos eles distantes uns dos outros, como manda o mundo virtual.
Ela sabia voar entre os prédios na hora de ir ao trabalho e reconhecia-se na felicidade como mais um passageiro, aliviada das tensões de ser mãe (mesmo com filhos independentes) e solta para mandar os outros pro diabo no trabalho, caso precisasse: o mundo assumira uma cor de primavera que fazia tempos ela não experimentara.
Mas a distância e a falta do toque começaram a fazê-la pensar. O pensamento: esse bisturi autoritário que tem diversas funções- desde virar tábua de salvação em naufrágio de qualquer natureza, a estragador de prazeres no meio de uma masturbação, fez-se presente e quem sabe, hoje penso (como ela afirmou): foi o que a salvou...
O pensar, tão necessário e estruturado quando passa -se dos trinta anos, pode reverter as coisas de qualquer gaveta, fazê-la fechar, fazê-la esvaziar-se e jogar todos os mistérios no chão para descobri-los rapidamente e acabar com o romantismo de qualquer um. Ou uns.
Só que : ele também pensava, e muito. E suas mãos (as dele) através das dela atingiram seus (os dela) seios nos bicos intimidados que viraram sedentos e devoradores, e percorreram sua pele fria e quente (a dela) e a agarraram com fome de invasor sem pedir qualquer licença, levando-a a se estremecer toda no chuveiro, na cama, na cadeira, no sofá, na mente...Ele a invadiu com ar de dono de tudo sem respeitar as chaves jogadas no chão: ela mais aberta do que flor no verão, do que oceano para a terra porque não poderia ser de outra forma.
E então sumiu (ele, é claro).
Desapareceu do mundo virtual por obvia lógica pontual e porque pensar é isso: mal resolve o pensamento as questões cardíacas.
Vejam : se ele não tivesse sumido, ela o teria feito, por várias raízes que existem firmes hoje segurando-a ao mundo não virtual, e por causa do pensar, como já expliquei.
Pergunto: como dizer que o virtual não é real? Não é à toa que dizemos “realidade virtual”. Ela que o negue, se conseguir.
Mas não, ela não nega.
Na estação de metrô eu vi uma obra de arte que encaixa-se perfeitamente nesta história, ou a história encaixa-se muito bem na mensagem da obra : duas pernas de manequim feminino viradas para cima, com os pés juntos no alto, amarrados por fios de computadores, com muitos “mouses” espalhados na base, teclados em várias posições e uma frase: “eu te como com os olhos”.
Não posso saber exatamente o que ele viveu. Eu creio que ele simplesmente mexeu na gaveta, como se fosse nos lábios todos dela: os grandes, os expostos, os pequenos, os que residem embaixo e os que escondem a língua. Mexeu por crueldade, por solidão momentânea (pois depois ele contou que tinha uma amada) e também por estar vivo, por desejo, por luxúria, por atrevimento, por pensar só nele... e porque era belo e cativante como uma lua.
A questão é que existe uma coragem estranhíssima nas mulheres atualmente: ela deve ter surgido de tantas bisavós suicidas que não resistiram ao machismo e deram fim às suas histórias, mas deixaram os genes de resistência à dor, ou então porque as mulheres vacinam-se umas às outras e elas mesmas desde que começam a se comunicar, a passar as sensações na verborragia adolescente que estampa suas vozes de fêmea; conseguem criar uns anticorpos loucos por oxigênio e vida, que as tira dos ferros do desabamento.
E as salva dos (literalmente) ferros que levam dos masculinos pênis quando estes são do tipo de pênis que nada faz para dar-lhes prazer. (Esclareçamos que esses ferros que pertencem a esses machos- dos quais a personagem masculina desta história não faz parte- que pensam que as comem como estômagos, esses machos são responsáveis por anticorpos que injetam nas fêmeas sem sabê-lo, e que as fazem fortes e resistentes. Isso, hoje em dia. E se elas deixarem, e se elas se permitem através da invasão da vida em suas entranhas femininas).
Mal sabem esses ferros como são úteis, como podem ajudar sem saber e como, no fim das contas, eles mesmos é que desabam. Sim, porque dependem dos músculos que tornam-se flácidos com o tempo. Esses ferros causadores muitas vezes do desabamento das mulheres (por abandono, quase sempre) rapidamente acabam sendo compreendidos por elas como simples ferrinhos que podem ser substituídos. Mas enfim, como já disse : não é o caso da personagem masculina desta história.
Ele, ao contrário, parece sensível e perceptivo da alma (humana) mas quem sabe, nem se importa com a essência feminina (dela).
Como ela sabe-se capaz de criar com a imaginação situações loucas para ela mesma, e esta é uma forma de sobrevivência, hoje respira fundo e percorre a cidade com um prazer de tigre à caça, sem no entanto escancarar a sua carência, que somente estará estampada para aqueles que, singelamente, a percebam.
Certamente, não será no planeta virtual, porque precisará de muitas décadas para aceitar outro invasor.
Há uma questão complicada : a invasão do peito através do mundo virtual é repleta de obviedades e quando banal; torna-se insuportável. Por isso é bem importante, para compreender o final desta história, que entendamos que a nossa mulher aqui ultrapassara há muito tempo a complacência e tolerância desses viajantes virtuais, conquistadores baratos que dizem : “de onde vc é? O que faz da vida? Como vc é?” e então logo a próxima e resultante, obvia pergunta: “Como vc está vestida?”
Não : ela já ultrapassara isso há muito tempo. Isso a fazia automaticamente matar (virtualmente) o conversador.
Esse foi o problema dela. Ele, o tal sujeito re mexedor de gavetas e quartos escuros, era prazeroso no real sentido da palavra. Nunca perguntara como ela estava vestida, o que fazia da vida, de onde teclava, amava, esperava...
E então?
Como ficam os vôos matinais, os tapetes mágicos, os sonhos de inverno?
Voltou ao espaço dos dois: ela criara um monte de coisas, embora não deixando nunca que o pensamento fosse embora, tentando sempre resgatar a realidade da situação, ela deixara que a esperança de uma relação...Ôps! que merda: “ a esperança de uma relação”.... sim, essa foi a merda.
Quando na espécie humana (e isto serve tanto para os homens, quanto para as mulheres) uma esperança , tipo um sonho que ainda não nasceu, abastece os órgãos genitais a ponto de irradiá-los rapidamente, subitamente com fluxo sangüíneo esquecido e faz deles a urgência a ser resolvida, e quando então você retira-se para a intimidade e dá-se a oportunidade de explicitamente gozar a vida...esse sonho que ainda não surgiu invade as demais estruturas anatômicas loucamente, atinge o cérebro, a boca, os olhos, o estômago e as vísceras escondidas, arromba todas as possibilidades de esquecer e leva à sensação maravilhosa de estar vivo, de existir e valer a pena, de sair do inferno enferrujante da rotina e do vazio do consumo (tanto o necessário quanto o desnecessário)... então você se convence : está amando.
Dependendo da situação, você diz: paixão.
E ela, no momento em que se convenceu de que havia sido obvia, havia sido gentil demais com alguém que a seqüestrara da realidade...percebeu que matara toda possibilidade de sonho, relação, mágica, tensão. Tesão.
Ou então: esvaziou-se a mágica como por mágica, e perdeu-se o sentido do que não tinha um sentido assim, banal. Ensaiou retirada e pensou em sumir. Mas antes disso, ele sumiu.
Ainda bem.
Doloroso como tudo que é belo, e não nos pertence.
Vai uma aí? Sim, vai uma orquestra de prazer sozinha (pensou ela) escondida na noite do pensamento sem qualquer indício de lógica ou resgate. O único resgate possível na hora da morte no universo virtual, é o prazer.
Mas o prazer encarnado em terminais nervosas que percorre o esôfago, as nádegas, as pernas, a pele do colo, os seios, a cintura, a virilha...em outras referências...todas as localidades cheias de palavras obscenas que você possa imaginar, e que não as digo aqui por uma simples e única razão: elas são palavras sublimes demais, que só posso usá-las quando em íntimo acesso a dois, que me elevam ao tempo dos sentidos em sua máxima expressão, e que no caso dela... certamente, foram a salvação!
Hoje? A vacina fez seu efeito, sem efeitos colaterais. A melhor coisa. Ele? Sei lá. Deve estar à mercê da sua amada, ou com vontade de viajar. Não importa, a nossa questão inicial era ela. E como ele a ajudou, provavelmente sem saber, mesmo pendurado de sua esquisitice auto preservadora, a criar mais anticorpos
de resistência. Que no entanto não a impeçam do direito de voltar, inúmeras vezes, (de qualquer jeito que escolher) a delirar de prazer.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
País que extraño.
Lavar las veredas con los ojos
con ganas de retornar
Y decir que todo es cierto,
que es hora de acalentar:
una canción de países
despiertos
locos
abiertos
como si fuera otra época y todo el mundo despierto...
Como en un ímpetu en grupo
lleno de voces
a rescatar.
Extrañar : “sentir saudades”.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Sí. Fué así mismo
él dijo algo parecido a esto:
preciso romperte.
Y entonces le pregunté:
por qué?
Y dijo:
para ver lo que tienes por dentro.
Y vio.
preciso romperte.
Y entonces le pregunté:
por qué?
Y dijo:
para ver lo que tienes por dentro.
Y vio.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Cansancio
Nuestro cansancio existencial se interpone
enmudeciendo
atordonando
clareando.
Dolorosamente
y muy despacio
instigando la indiferencia
para apagar la luna.
en el fondo de ese cansancio
a no ser la rigidez de la verdad
el infernal sofoco de lo real
y los pies embrutecidos de la existencia.
se ha vuelto mayor
y más confiable
que la alegria intransigente
del encuentro;
porque existir es angustiante
e impertinente
como andar en la cuerda floja
del equilibrista.
a la parte irracional que me adivina.
Porque a pesar de la lucidez
tan dolorosa e inquisitiva tengo el deseo
que me lleva hasta la ventana para mostrarme
la luna fria.
Y porque la falta,
ésta que duele
en la angustia mía de existir
no llega a los pies de la pasión torpe
(y el gusto enorme, gusto extraño)
por alguno
y por la vida...
sábado, 29 de maio de 2010
obra do muralista, pintor e
escultor uruguaio Julio Mancebo
Saturno
Saturno era um negro gigante.
Cantava com voz de caverna
e eu
e meu irmão
interrompiamos
a aula de canto do meu avô
com as nossas risadas.
O mundo era enorme
desconhecido em tudo
e as esquinas tinham segredos
e mágicas
e aventura.
Meu avô nos ensinou coisas estranhas.
Clave de sol, música e acordes.
O piano ocupava a sala toda
onde ele recebia os alunos.
Nós fazíamos arte
-de criança-
no jardim.
E morriamos de rir dos astronautas
que brincavam conosco.
Visitavam nosso barco
Cowboys bonzinhos
e detetives
e dançarinas.
Conseguiamos fazer as épocas
sem gastar com figurinos
e percebiamos os anos
os perfumes
as tocaias.
Todos os deleites de nossas histórias.
Criávamos os tempos com acertados detalhes
e um dia disseram-nos que os sábados
brincados
acabaram.
Soldados esquisitos armaram-se nas ruas
e as noites eram curtas
e não podia mais
haver calçada
com lua
campainha do vizinho
e primos correndo
conosco.
O país ficou em sombra
e muitos amigos da casa que via
nunca mais vi.
Eu não entendia direito
pessoas falando em segredo
e livros queimando no quintal.
Saturno não veio mais
cantar.
Hoje sei de veias abertas;
de viradas de mesa,
tal e tal...
E que o barco dos piratas do jardim
existiu.
Assim como o foguete que partia
com cheiro de bolo
do fundo do quintal.
Sim.
Existiu sim.
cristina
Foto: No Uruguay, em Punta del Este, obra do escultor chileno Mario Irarrazabal: "La Mano". São dedos saindo da areia, cujo significado seria a “presença do homem surgindo na natureza”
Ciudades dueñas de horizontes amplios que tienes
que las dejás medias sueltas
como si no les hicieras caso,
porque eres simple y directo como la vida:
lo que es, así es.
En tus entrañas la gente toma mate
y se desprende de ilusiones
que tejió cuando niño,
porque tienes la utopía de Galeano
clavada en la sangre
y la respiramos todos los que en ti nacimos ;
es imposible vivir sin ella - así nos enseñaste.
Puerto triste y gris
que te trae pedazos del mundo
a quienes recojes en silencio
para echar a jugar por tus calles
con murgas y tangos,
con zambas y enredos
con benedettis y eduardos...
Los demasiado reales
te hicieron pedazo
como a otras hermanas tierras
matando tus hijos utópicos
y a sus valientes corazones de verdad...
con murgas y tangos,
con zambas y enredos
con benedettis y eduardos...
Los demasiado reales
te hicieron pedazo
como a otras hermanas tierras
matando tus hijos utópicos
y a sus valientes corazones de verdad...
Pero renaciste Tabaré,
como indio viejo en las águas del océano
como indio viejo en las águas del océano
con tu sol sonriente y dulces plátanos
para seguir con los mates
y los hombres y mujeres simples
para seguir con los mates
y los hombres y mujeres simples
que ignoran la magia que les dás...
Cristina
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